Resumo
O modelo de Ising é um dos modelos mais populares na psicometria de redes. No entanto, a análise estatística do modelo de Ising é difícil devido à presença de sua constante de normalização intratável na função de probabilidade. Como resultado, a estimação de máxima verossimilhança utilizando a verossimilhança exata só é possível para grafos pequenos, sendo necessários métodos de aproximação para grafos maiores. Duas aproximações populares da verossimilhança exata são a pseudoverossimilhança conjunta (JPL) e a pseudoverossimilhança disjunta (DPL). Essas aproximações produzem estimadores consistentes, mas não sabemos quão bem elas se comportam para dados finitos. Neste artigo, investigamos o desempenho relativo dos métodos de estimação de parâmetros baseados nas duas aproximações e os comparamos com a estimação de máxima verossimilhança utilizando a verossimilhança exata. Realizamos um extenso estudo de simulação comparando os estimadores em termos de viés e variância. Mostramos que a estimação de máxima pseudoverossimilhança baseada na JPL é um método de estimação estável, capaz de aproximar com precisão as estimativas de máxima verossimilhança, mas que a estimação de máxima pseudoverossimilhança baseada na DPL só funciona bem para tamanhos de amostra grandes.Principais conclusões
- Embora a estimação de Máxima Verossimilhança (ML) seja o método mais preciso para o modelo de Ising na psicometria de redes, ela só é computacionalmente viável para grafos pequenos.
- Para grafos maiores, os estimadores de Máxima Pseudoverossimilhança (MPL), especificamente as pseudoverossimilhanças Conjunta (JPL) e Disjunta (DPL), oferecem alternativas consistentes e viáveis.
- A escolha entre essas alternativas depende da estrutura da rede; as simulações mostram que a DPL é mais eficiente para redes esparsas, enquanto a JPL apresenta melhor desempenho para redes densas.



















